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Autoridades brasileiras não veem motivos para apreensão sobre ordem democrática na Venezuela

publicado em 07/01/2013

Por Renata Giraldi | Agência Brasil
Fonte: 
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Por: 
Renata Giraldi | Agência Brasil

 

Brasília – Autoridades do governo brasileiro afastam o temor de rompimento da ordem democrática na Venezuela. A possibilidade é levantada devido à incerteza causada pelo agravamento do estado de saúde do presidente reeleito, Hugo Chávez, hospitalizado há quase um mês em Havana, Cuba, para tratamento contra o câncer. Desde o começo do mês passado, ele não é visto em público.

Na semana passada, o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, foi a Havana e conversou com autoridades venezuelanas e cubanas sobre o estado de saúde de Hugo Chávez. Garcia é apontado como um dos principais interlocutores do governo brasileiro com autoridades de Cuba e da Venezuela.

A cerimônia de posse para o quarto mandato de Chávez está marcada para quinta-feira (10). O presidente interino venezuelano, Nicolás Maduro, e o presidente reeleito da Assembleia Nacional (Parlamento), Diosdado Cabello, sinalizaram que a data da posse pode ser alterada. Mas não definiram quando. Há ainda a possibilidade de que Chávez seja empossado em Havana, onde ele se encontra há quase um mês.

Depois da visita a Havana, que durou um dia, o assessor especial da Presidência conversou com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e fez um relato completo sobre as reuniões em Havana. Garcia já está em Brasília, depois de passar os últimos dias de férias no México e de ir a Cuba.

No último dia 11, o presidente venezuelano foi submetido a uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno na região pélvica. Em 18 meses, foram quatro cirurgias. Nos últimos dias, aumentaram os rumores sobre o agravamento do estado de saúde. As filhas e o irmão Adám Chávez estão em Havana para acompanhar o tratamento.

O presidente em exercício da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu apoio da população e criticou o que chamou de “guerra psicológica” que se baseia nos rumores sobre o estado de saúde do presidente.

Edição: Juliana Andrade

 

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