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Detalhes do Livro

Idosos no Brasil: Vivências, desafios e expectativas na terceira idade
Autores: NÉRI, Anita Liberalesso (organizadora)
Sinopse:

O livro Idosos no Brasil – Vivências, desafios e expectativas na terceira idade , organizado pela professora Anita Liberalesso Néri e co-editado pela Editora Fundação Perseu Abramo e pelas Edições SESC, reúne análises aprofundadas dos dados da pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Serviço Social do Comércio - SESC (Nacional e São Paulo).

A pesquisa, uma das mais amplas já feitas no Brasil sobre os idosos, ouviu 2.136 pessoas com mais de 60 anos, e também 1.608 jovens e adultos de 16 a 59 anos, residentes em 20 municípios pequenos, médios e grandes das cinco regiões do país.

Assinados por reconhecidos estudiosos da terceira idade, os artigos escritos especialmente para o livro analisam a realidade e as expectativas dessa parcela cada vez maior da população em relação a escolaridade, discriminação social, garantia dos direitos, saúde, discriminação racial, família, cultura e lazer, produtividade e renda, entre outros cruzamentos. Numa abordagem mais original, analisam também, sempre a partir dos resultados obtidos na pesquisa, a auto-imagem dos idosos, assim como a imagem que deles têm os mais jovens, compondo um retrato surpreendente e fidedigno da terceira idade no Brasil.

Ao final do livro, como apoio à leitura dos textos, gráficos e tabelas trazem um resumo substancial da pesquisa. A divulgação desses dados e de suas análises, ao proporcionar a rediscussão do papel do idoso na família, nos grupos de convívio e em outros espaços sociais, tem como objetivo sensibilizar a sociedade em geral, e também, mais especificamente, dar subsídios para que governantes, gestores, gerontólogos e geriatras reformulem políticas públicas e ampliem serviços e equipamentos para que os idosos possam usufruir com dignidade e novas possibilidades de realização essa etapa de suas vidas.

Capa: 
Editora: 
Fundação Perseu Abramo/Editora SESC
ISBN/ISSN: 
2147483647
Páginas: 
288
Ano: 
2007
Edição: 
1
Língua: 
Portuguesa
Peso: 
520
Autores: 
NÉRI, Anita Liberalesso (organizadora)
Sinopse: 

O livro Idosos no Brasil – Vivências, desafios e expectativas na terceira idade , organizado pela professora Anita Liberalesso Néri e co-editado pela Editora Fundação Perseu Abramo e pelas Edições SESC, reúne análises aprofundadas dos dados da pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Serviço Social do Comércio - SESC (Nacional e São Paulo).

A pesquisa, uma das mais amplas já feitas no Brasil sobre os idosos, ouviu 2.136 pessoas com mais de 60 anos, e também 1.608 jovens e adultos de 16 a 59 anos, residentes em 20 municípios pequenos, médios e grandes das cinco regiões do país.

Assinados por reconhecidos estudiosos da terceira idade, os artigos escritos especialmente para o livro analisam a realidade e as expectativas dessa parcela cada vez maior da população em relação a escolaridade, discriminação social, garantia dos direitos, saúde, discriminação racial, família, cultura e lazer, produtividade e renda, entre outros cruzamentos. Numa abordagem mais original, analisam também, sempre a partir dos resultados obtidos na pesquisa, a auto-imagem dos idosos, assim como a imagem que deles têm os mais jovens, compondo um retrato surpreendente e fidedigno da terceira idade no Brasil.

Ao final do livro, como apoio à leitura dos textos, gráficos e tabelas trazem um resumo substancial da pesquisa. A divulgação desses dados e de suas análises, ao proporcionar a rediscussão do papel do idoso na família, nos grupos de convívio e em outros espaços sociais, tem como objetivo sensibilizar a sociedade em geral, e também, mais especificamente, dar subsídios para que governantes, gestores, gerontólogos e geriatras reformulem políticas públicas e ampliem serviços e equipamentos para que os idosos possam usufruir com dignidade e novas possibilidades de realização essa etapa de suas vidas.

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Introdução

Idosos no Brasil: Vivências, desafios e expectativas na terceira idade é uma coletânea de textos produzidos por profissionais de diversas formações, comprometidos com a compreensão dos fenômenos da velhice e do envelhecimento e com a atenção aos idosos nos domínios do bem-estar psicológico, social e da saúde. Os autores trabalharam sobre os dados da pesquisa de mesmo título, produzida por iniciativa conjunta do SESC Nacional e do SESC São Paulo (Gerência de Estudos da Terceira Idade) e do Núcleo de Pesquisa de Opinião Pública (NOP) da Fundação Perseu Abramo.

Ao divulgar seus dados comentados numa coletânea impressa, as duas instituições dão curso prático ao conceito segundo o qual o cientista social tem compromisso de dar publicidade dos dados à população. Também mostram seu apreço pelo diálogo e pela crítica, em primeiro lugar por submeterem os dados ao escrutínio de pesquisadores externos; em segundo, por colocarem o produto do trabalho dos pesquisadores e dos especialistas externos ao alcance da análise de outros atores da cena brasileira, entre os quais os próprios idosos.

O livro incide sobre dados da pesquisa de levantamento de informações sociodemográficas, de dados sobre saúde, inserção social e aspectos selecionados da qualidade de vida percebida e de atitudes em relação à velhice e à juventude. Envolveu amostra probabilística de 2.136 idosos com 60 anos e mais e 1.608 jovens e adultos de 16 a 59 anos, residentes em 20 municípios grandes, médios e pequenos das cinco macrorregiões do país (Sudeste, Nordeste, Sul, Norte e Centro-Oeste). A aleatorização das subamostras foi uma providência metodológica fundamental por garantir a generalidade dos dados em relação à população brasileira das mesmas faixas de idade.

Uma parte substantiva dos dados foi coletada com base em questionários de entrevista contendo itens fechados, mas a pesquisa deu chance para uma boa quantidade de respostas espontâneas ou estruturadas pelos participantes. Dessa forma, aprofundou-se em alguns aspectos, entre os quais o das atitudes e dos preconceitos em relação à velhice e o dos direitos dos idosos, de forma mais rica do que recorrendo apenas a questões estruturadas com base nas categorias pensadas pelos planejadores da pesquisa e pelo painel de especialistas por eles consultados quando da construção dos instrumentos.

Uma pesquisa como essa aguça nossa curiosidade. Serão os idosos diferentes dos não idosos quanto à renda e à escolaridade? É verdade que há mais mulheres do que homens idosos? Serão os idosos economicamente produtivos? Será que os idosos, em sua maioria, são doentes? O sistema de saúde atende às suas necessidades? Será verdade que os velhos só pensam em doença? Será verdade que têm medo da morte? Que idade deve ter uma pessoa para que seja definida como idosa, segundo a opinião dos não idosos e dos idosos? Será que as pessoas de 60 anos se sentem ou se descrevem como velhas? Quem terá opinião mais negativa sobre a velhice, os idosos ou os não idosos? Será que os idosos se sentem insatisfeitos com a vida? O que existe de melhor e de pior em ser idoso? Quais serão as principais qualidades positivas e negativas dos idosos? Os idosos têm noção de seus direitos sociais? Conhecem o Estatuto do Idoso e sabem como provocar seu cumprimento? Qual é a relação entre escolaridade, renda, cor e gênero na determinação do acesso dos idosos e dos não idosos às oportunidades e aos benefícios sociais? Seriam os idosos uma categoria social excluída? Em caso afirmativo, seria simplesmente por serem idosos, ou em virtude da baixa escolaridade e do baixo nível de renda que os atingiram a vida toda?

Os autores dos textos desta coletânea se fizeram essas e outras perguntas, que nortearam a discussão dos resultados. O primeiro capítulo, “A velhice no Brasil – Contrastes entre o vivido e o imaginado”, de autoria de Gustavo Venturi e Vilma Bokany, dedica-se à descrição da metodologia e dos objetivos que orientaram o planejamento e a execução da pesquisa e introduz de forma criativa a questão do que é bom e do que é ruim na velhice, segundo as opiniões das duas subamostras, mostrando que não há padrões nítidos e diferenciados de respostas em nenhum dos grupos. O texto prepara o espírito do leitor para adentrar terreno dado à heterogeneidade e à diversidade.

No segundo capítulo, “Atitudes e preconceitos em relação à velhice”, de minha autoria, analisam-se atitudes, estereótipos e preconceitos sociais e individuais em relação aos idosos e à velhice, como categorias socialmente construídas. Como tal, elas refletem a realidade da velhice no curso da vida social e individual, assim como refletem temores e expectativas em relação à velhice, com sua carga de dependência e afastamento. Argumenta-se que, mesmo que a velhice seja vivida com saúde e senso de bem-estar pessoal e mesmo que as sociedades engendrem maneiras de resolver a descontinuidade que marca as formas de viver e de participar da vida social dos idosos e dos não idosos, mesmo assim restará espaço para atitudes negativas, porque a velhice é o último estágio do curso de vida e prenuncia a morte. O nono capítulo, “Imagem e auto-imagem na velhice”, de Ruth Gehlerter da Costa Lopes, discute os mesmos dados, mas o faz pelo ângulo da vivência subjetiva, com destaque para as questões da auto-imagem da velhice, que seria uma espécie de versão em espelho das imagens sociais da velhice.

Os capítulos seguintes: “Feminização da velhice”, de minha autoria, “Escolaridade e raça/etnia – Elementos de exclusão social de idosos”, de Geraldine Alves dos Santos e Andrea Lopes, “Negritude e envelhecimento”, de Doraci Lopes e Suelma Alves de Deus, e “Produtividade, renda e envelhecimento”, de Marcelo Cortes Neri, tratam das complexas questões de gênero, raça, escolaridade e renda na velhice e mostram as fortes relações entre essas variáveis e as atitudes individuais e sociais em relação à velhice e aos idosos. O capítulo “Feminização da velhice” discute o que esse fenômeno significa para os idosos, para as famílias e para as políticas públicas de saúde e de promoção e proteção social, com base na análise de informações de natureza sociodemográfica, epidemiológica e psicológica, provenientes da base da pesquisa em pauta e fontes brasileiras e internacionais. O texto tem enfoque comparativo, uma vez que justapõe condições do envelhecimento feminino e masculino.

Produzido a partir da interação entre os pontos de vista antropológico, sociológico e psicológico, o capítulo de Geraldine Alves dos Santos e Andréa Lopes (“Escolaridade e raça/etnia”) parte da conceituação de raça, etnia e cultura e as contextualiza na realidade brasileira. A questão que o capítulo pretende responder é se a discriminação social que atinge os idosos que se declaram pretos e pardos, comparada com os que se declaram brancos, depende mais de sua origem racial ou se a discriminação depende do fato de serem idosos pretos ou pardos que são e sempre foram pobres, com baixo nível educacional e ocupacional e, em decorrência disso tudo, sempre tiveram baixo status social e baixo poder político, tanto quanto os brancos com os quais compartilham essas condições. O capítulo “Negritude e envelhecimento” retoma a questão da discriminação com base no critério de raça e assume uma posição radical favorável ao ponto de vista que os brasileiros que se declaram pretos ou pardos, independentemente da idade, são discriminados pelo critério racial. As autoras vinculam essa discriminação ao passado escravocrata e acreditam que ela se reflete numa nação desigual e dividida. Defendem a idéia da ocorrência de autodiscriminação por parte de pretos e pardos, refletida no fenômeno do branqueamento da população, segundo elas evidenciada pelos dados da pesquisa do SESC e da Fundação Perseu Abramo.

Marcelo Cortes Neri, no capítulo “Produtividade, renda e envelhecimento”, analisa os padrões de acesso ao trabalho e de comportamento previdenciário, poupador e financeiro em diferentes faixas etárias, bem como analisa os padrões de renda e de consumo dos idosos em comparação com os não idosos. Assume um enfoque de curso de vida, segundo o qual as prioridades e os padrões de ganhos, consumo e poupança mudam ao longo da vida, de tal forma que os idosos caracterizam-se por terem menos gastos e menos ganhos, estes compensados pela poupança e pelo patrimônio amealhados nos anos produtivos. O autor mostra que os ganhos da aposentadoria, das pensões e de outros benefícios sociais, junto com as reservas financeiras e a casa própria conquistadas na mocidade, fazem com que os idosos, mesmo pobres, desfrutem de uma condição que não condiz com a imagem estereotipada de dependência econômica e improdutividade. As perguntas deixadas por esse texto são: como vão envelhecer os jovens de hoje, caracterizados por baixo nível de escolaridade e por altas taxas de desemprego, desocupação e informalidade no trabalho? Como a sociedade vai lidar com as conseqüências desses processos?

As relações entre velhice bem-sucedida e educação são discutidas no capítulo “Educação, cultura e lazer – Perspectivas de velhice bem-sucedida”, de Johannes Doll, que aponta os riscos de exclusão social produzidos pela limitada escolarização dos idosos, quando eram crianças e adolescentes. Discute os desafios que se impõem à sociedade brasileira e cita os principais, entre eles: alfabetização e escolarização de adultos e idosos analfabetos ou com escolaridade insuficiente; educação para o lazer ao longo de toda a vida; mudança da ideologia e das práticas de lazer para idosos, com ênfase em alternativas mais significativas aos seus interesses, competências e identidade, e investimento em educação tendo-se em vista a mudança de atitudes negativas em relação à velhice e aos idosos.

No capítulo “Os idosos, as redes de relações sociais e as relações familiares”, de Andréa Moraes Alves, analisam-se as relações sociais na velhice sob o ângulo das relações familiares e com os amigos e da sociabilidade em casa e na rua. Outro ponto para o qual a autora chama a atenção dos leitores diz respeito à troca de apoios entre as gerações, com ênfase nas relações entre avós e netos. O texto é tecido com rigor e originalidade, com base em argumentação antropológica.

Em “Cidadania – Os idosos e a garantia de seus direitos”, de Vicente de Paula Faleiros, discorre-se sobre os direitos sociais dos idosos e a várias deformações das relações sociais e das relações do Estado com os idosos, entre elas a violência. O tema é sensível e sujeito a controvérsias em vários níveis, entre os quais figura o da própria definição de violência, maus tratos, abuso, negligência e abandono perpetrados por agentes privados e públicos. O autor define essas deformações como anomalias do sistema social que põem em xeque o exercício da cidadania e aviltam cidadãos pertencentes a várias categorias, entre elas os idosos. Considera a necessidade de investimentos no protagonismo dos idosos para que essas condições se modifiquem.

Existe uma espécie de miopia em relação às instituições de longa permanência para idosos. Essa miopia responde em boa parte pelas atitudes negativas de idosos e de não idosos em relação às instituições de longa permanência e às famílias que a elas recorrem. O capítulo “Instituições de longa permanência e outras modalidades de arranjos domiciliares para idosos”, de Ana Amélia Camarano, chama a atenção para as reais condições de assistência disponíveis para a grande maioria das famílias que se vêem assoberbadas pelos imperativos de cuidado e, ao mesmo tempo, desassistidos de recursos materiais, pessoais e informativos para realiza-lo. Já existe e vai aumentar a demanda por instituições de longa permanência para cuidar de idosos totalmente dependentes, economicamente carentes e que não constituíram família. Denotando grande sensibilidade, a autora propõe que seria desejável a sociedade criar uma rede de assistência formada por centros de convivência, centros dia, atendimento domiciliar e outras alternativas que promovam a integração do idoso na família e na sociedade e, ao mesmo tempo gerar uma rede de instituições de longa permanência para os crescentes casos em que se fazem necessárias.

Uma das características distintivas da velhice é a centralidade dos problemas de saúde e de cuidado à saúde. O capítulo de autoria de Maria Lucia Lebrão e Yeda Aparecida de Oliveira Duarte, “Saúde e independência – Aspirações centrais para os idosos”, compara as condições de saúde e funcionalidade dos idosos com as condições de que dispõem para seu atendimento. As autoras apontam para um cenário de aumento da prevalência de doenças crônicas e de incapacidade no segmento etário que proporcionalmente mais cresce no país, sem que os idosos tenham condições econômicas suficientes para se cuidar e sem que exista adequada disponibilidade de serviços de saúde. As mesmas variáveis sociais e econômicas responsáveis por esse estado de coisas respondem também pelo baixo nível educacional da população em geral e dos idosos em particular, e por percepções distorcidas sobre a qualidade e a quantidade da oferta dos serviços públicos de saúde.

No capítulo que fecha a coletânea, “Velhice e políticas públicas”, Maria Eliane Catunda de Siqueira defende a idéia de que cabe ao Estado brasileiro, pautado no princípio constitucional da descentralização político-administrativa, fortalecer o município como lócus privilegiado das ações de proteção e de inclusão social do idoso. Cabe-lhe privilegiar a formulação, a execução e a destinação de recursos públicos para essa finalidade. Compete-lhe, também, mobilizar a opinião pública em relação às demandas do processo de envelhecimento e estimular a participação do idoso no processo da construção e a implementação das políticas que atendam as suas necessidades, uma vez que o Estatuto do Idoso lhe assegura o papel de protagonista. O capítulo destaca ainda os aspectos da pesquisa que retratam as principais expectativas da população idosa em relação às políticas públicas, e discute a pertinência dessas políticas sob a ótica do envelhecimento ativo proposta pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e sob a ótica da cidadania.

É grande a profusão de dados da pesquisa SESC/Fundação Perseu Abramo. Ela tem potencial para funcionar como um marco para as políticas e as práticas sociais em relação ao idoso no Brasil. O que se pode depreender deles que possa sugerir caminhos para os esforços dos que se dedicam às várias modalidades de trabalho com idosos? Em primeiro lugar, que existem desafios sociais em vários domínios a resolver, entre os quais se destacam: o aumento da esperança de vida aos 60 anos; a feminização do envelhecimento; a pobreza, o baixo nível educacional e a exclusão social dos idosos; o aumento da necessidade de serviços de assistência à saúde e de educação permanente a idosos; a crescente necessidade de apoio às famílias e a outras instituições sociais que os amparam e o imperativo de lidar com os preconceitos dos governantes, gestores de políticas públicas, geriatras e gerontólogos.

Não são tarefas fáceis e nem ligeiras, visto que envelhecer bem é um empreendimento de longo prazo, tanto no âmbito individual como no âmbito da sociedade. No fundo, políticas favoráveis a uma velhice saudável devem priorizar a infância e a juventude, não só porque é preciso prepara-las para a velhice, mas porque, em qualquer sociedade, são os mais jovens que garantem a boa qualidade de vida dos idosos. Enquanto isso, é preciso dar conta das necessidades dos que já atingiram a velhice e devem ser vistos como cidadãos investidos de plenos direitos à uma vida digna.

Profissionais e leigos, idosos e não idosos com certeza irão beneficiar-se da leitura deste material que vem à luz também com a pretensão de contribuir para a gestão da velhice no Brasil.

Anita Liberalesso Neri (Organizadora)


Sumário

Pesquisar é preciso
Maron Emile Abi-Abib

Legado de vivências
Danilo Santos de Miranda

Idosos: sujeitos de seu tempo
Ricardo de Azevedo

Sobre a organizadora

Introdução
Anita Liberalesso Neri

A velhice no Brasil: contrastes entre o vivido e o imaginado
Gustavo Venturi e Vilma Bokany

Atitudes e preconceitos em relação à velhice
Anita Liberalesso Neri

Feminização da velhice
Anita Liberalesso Neri

Escolaridade, raça e etnia: elementos de exclusão social de idosos
Geraldine Alves dos Santos, Andréa Lopes e Anita Liberalesso Neri

Negritude e envelhecimento
Doraci Lopes e Suelma Inês Alves de Deus

Renda, consumo e aposentadoria: evidências, atitudes e percepções
Marcelo Cortes Neri

Educação, cultura e lazer: perspectivas de velhice bem-sucedida
Johannes Doll

Os idosos, as redes de relações sociais e as relações familiares
Andréa Moraes Alves

Imagem e auto-imagem: da homogeneidade da velhice para a heterogeneidade das vivências
Ruth Gelehrter da Costa Lopes

Cidadania: os idosos e a garantia de seus direitos
Vicente de Paula Faleiros

Instituições de longa permanência e outras modalidades de arranjos domiciliares para idosos
Ana Amélia Camarano

Saúde e independência: aspirações centrais para os idosos.
Como estão sendo satisfeitas?
Maria Lúcia Lebrão e Yeda Aparecida de Oliveira Duarte

Velhice e políticas públicas
Maria Eliane Catunda de Siqueira

Síntese da pesquisa


Sobre a Organizadora

Anita Liberalesso Neri é psicóloga, mestre e doutora em psicologia pela Universidade de São Paulo, livre docente em educação, professora titular e pesquisadora na área de psicologia do envelhecimento e gerontologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), onde integra o corpo docente do Programa de Pós-Graduação em gerontologia e do Programa de Educação. É pesquisadora da Rede FIBRA, do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), envolvida com o estudo da fragilidade em idosos brasileiros. Foi cientista visitante no Instituto Max Planck para o Estudo do Desenvolvimento Humano, em Berlim, Alemanha, entre 1994 e 1998. Publica regularmente em periódicos especializados no Brasil e no exterior e em coletâneas de textos básicos em gerontologia. Tem vinte livros publicados sobre velhice, a maioria deles em colaboração com outros especialistas brasileiros e estrangeiros e com alunos de pós-graduação da Unicamp e de outras universidades brasileiras. Foi coordenadora científica da área de gerontologia no 18° Congresso Mundial de Gerontologia, realizado no Brasil em junho de 2005. Seus temas de interesse são: atitudes em relação à velhice; bem-estar subjetivo, ajustamento psicológico e mecanismos de auto-regulação na velhice e fragilidade em idosos.

Dados Técnicos

ISBN:2147483647

Páginas:288

Ano:2007

Edição:1

Idioma:Portuguesa

Peso:520




 

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