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“Desaparecimentos”

publicado em 13/02/2010

A perceptível perda de legitimidade da ditadura levou seus ideólogos a apresentarem a partir de 1974 um projeto de “distensão lenta, gradual e segura” rumo a uma “democratização” do regime. Apesar disso, as práticas mantiveram-se: as cassações de políticos prosseguiram e no campo do enfrentamento com os opositores teve alterações apenas verbais: a ditadura passou a anunciar o “desaparecimento” de presos políticos e não mais “atropelamentos” ou “mortes em tiroteio”. Embora decrescentes, neste ponto os números ainda são sintomáticos da manutenção dos padrões de violência da ditadura: entre 1974 e 1979 ocorreram 108 mortes e desaparecimentos.

Capa do livro Mortos e Desaparecidos – Reparação ou impunidade organizado por Janaína de Almeida Teles e publicado em 2001, em São Paulo

O jornalista Hamilton Almeida Filho demonstrou na redação do jornal Movimento, em 1978, o método de tortura largamente utilizado durante toda a ditadura. [Fonte: Movimento, 09/10/1978]

1978
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