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O horror

publicado em 13/02/2010

 

O AI-5 fez com que a vigilância, a violência e o terror se disseminassem pelo Brasil, ocultos por um silêncio obsequioso ou forçado pela censura na imprensa brasileira. Intuindo tais rumos, importantes segmentos da oposição tomaram o caminho da luta armada pouco antes do AI-5, que foi uma “carta branca” para uma verdadeira guerra de extermínio contra os opositores da ditadura. Além disso, a ditadura criou várias estruturas de investigação, captura, tortura e eliminação de seus opositores, como os centros de informação das Forças Armadas, os DOI-CODI e organismos semiclandestinos como a OBAN, que contavam com financiamento e apoio privados. A tortura – prática desde sempre empregada no Brasil pelas forças da “lei e da ordem – institucionalizou-se, suas técnicas foram “aprimoradas” e disseminadas, sendo utilizada tanto contra os opositores políticos da ditadura como método de “investigação” pelas forças policiais nos crimes comuns.
 

 

 

 

Retratos de violência. Estas páginas foram publicadas recentemente pela Comissão de Familiares e Mortos e Desaparecidos Políticos – Instituto de Estudos sobre a Violência do Estado no livro Dossiê Ditadura: Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964-1985) [São Paulo: Imprensa Oficial, 2009, p. 753-767]

 

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